O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) encerrou neste domingo, 5 de abril, a Estação Verão 2025/2026 com números que reafirmam a força da prevenção, da presença operacional e da resposta rápida no litoral e em áreas de água doce do estado. Ao longo de todo o período, iniciado em 1º de novembro de 2025, foram registrados 3.876 salvamentos, 16 milhões de ações preventivas, 2.340 crianças perdidas localizadas, 29 mil ocorrências relacionadas a águas-vivas, 11.430 crianças certificadas pelo Programa Golfinho e 613 atendimentos no Praia Acessível.
No comparativo com o mesmo período da temporada anterior, de 1º de novembro de 2024 a 5 de abril de 2025, a operação fechou com redução de 10,9% no total de salvamentos e de 11,5% nos casos de arrastamento, ao mesmo tempo em que ampliou a prevenção em 6,7%.
Ao longo dos 156 dias de operação, a corporação manteve média de 24,8 salvamentos por dia e mais de 102 mil ações preventivas diárias, números que ajudam a dimensionar a intensidade da mobilização humana e logística realizada durante toda a estação.
Menos salvamentos, mais prevenção
Entre novembro de 2025 e abril de 2026, o CBMSC registrou 3.753 salvamentos causados por arrastamento, principal tipo de ocorrência nas praias catarinenses. Na temporada anterior, haviam sido 4.241 casos, o que representa redução de 488 ocorrências.
O cenário mostra que a corrente de retorno segue sendo o principal risco para os banhistas, mas também indica efeito direto da prevenção reforçada, da sinalização das áreas perigosas e da orientação constante realizada pelos guarda-vidas. A corrente de retorno continua sendo silenciosa, rápida e muitas vezes imperceptível para quem entra no mar sem observar as condições da praia ou sem respeitar as bandeiras de sinalização.
Óbitos: redução geral e concentração fora das áreas guarnecidas
No período completo da Estação Verão 2025/2026, foram registrados 60 óbitos por afogamento, sendo 38 em praias e 22 em água doce. No mesmo intervalo anterior, haviam sido 64 mortes, o que representa redução de 6,25% no total geral.
Nas praias, o número absoluto permaneceu o mesmo: 38 óbitos em ambos os períodos. O dado mais importante, porém, está na localização das ocorrências. Em 2025/2026, 29 das 38 mortes em praias ocorreram em regiões sem postos de guarda-vidas, o equivalente a 76,3% do total. Já em água doce, as 22 mortes registradas ocorreram integralmente em locais sem cobertura de guarda-vidas. Somando os dois cenários, 56 dos 60 óbitos aconteceram em áreas não guarnecidas, ou seja, 93,3% do total.
Crianças perdidas: forte redução indica avanço da conscientização
Outro dado de destaque da estação foi a queda expressiva no número de crianças perdidas localizadas pelos guarda-vidas. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, foram 2.340 crianças recuperadas, contra 4.486 no mesmo período anterior — uma redução de 47,8%.
O resultado sugere avanço importante na conscientização das famílias, no uso das pulseiras de identificação distribuídas gratuitamente nos postos e no reforço das orientações prestadas pelos guarda-vidas ao longo de toda a estação.
Águas-vivas e atendimento diárioAs ocorrências relacionadas a águas-vivas também seguiram em patamar elevado. Foram 29 mil atendimentos no período, frente a 28 mil no ciclo anterior, um aumento de 3,6%. Embora, na maioria dos casos, os acidentes não sejam graves, eles exigem atendimento imediato, orientação correta e presença das equipes para evitar agravamentos, reduzir o desconforto e orientar a população sobre os cuidados adequados.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Fabiano de Souza, destacou a prevenção e o sucesso da Estação Verão 2025/2026.
"Encerramos esse período com a convicção de que o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina continua sustentado por três pilares fundamentais: prevenção, presença e resposta rápida. Ao longo de 156 dias de operação, ampliamos as ações preventivas e mantivemos uma atuação intensa no litoral e nas áreas de água doce do estado. Os números confirmam que salvar vidas começa antes da emergência. Começa na escolha de áreas guarnecidas, no respeito à sinalização, na atenção redobrada com as crianças e na conscientização da população sobre os riscos do ambiente aquático. Mais do que concluir uma operação de verão, reafirmamos um compromisso permanente com a proteção da vida.", concluiu.